Crescimento de Parkia platycephala Benth em arranjos espaciais aos 14 meses após plantio no campo

Autores

  • Graziele Lopes Nunes Universidade Federal Rural de Pernambuco
  • Moema Barbosa de Sousa
  • Raynara Ferreira da Silva
  • Paula Barbosa dos Santos
  • Quemuel Alves Feitosa
  • José dos Santos Neto

DOI:

https://doi.org/10.30969/acsa.v15i3.1180

Palavras-chave:

Espaçamento, espécie nativa, fava de bolota.

Resumo

A implantação florestal depende da análise conjunta de diversos fatores, e a utilização de uma área útil adequada para cada espécie no campo, é fundamental, pois a partir deste os métodos operacionais são definidos. Partindo deste contexto objetivou-se com a realização dessa pesquisa avaliar o crescimento de P. platycephala em arranjos espaciais, aos 14 meses após plantio em campo. O experimento em campo foi implantado com disposição correspondendo ao casualizados em blocos, composto por 3 blocos e 5 espaçamentos (3mx3m; 3,5mx3,5m; 4mx4m; 4,5mx4,5m; 5mx5m). Cada parcela composta por 18 plantas, totalizando 270 plantas. As plantas de P. platycephala foram avaliadas quanto à altura total, e diâmetro a altura do solo aos 14 meses após a implantação do experimento em campo. Ao final os dados foram submetidos à análise de variância. O crescimento em altura não foi influenciado significativa (p>0,05) pelas fontes de variação, em contrapartida o diâmetro à altura do solo foi influenciado significativamente (p ≤ 0,05) pelo bloco e pelo arranjo espacial. O diâmetro à altura do solo apresentou maiores valores nos espaçamentos mais amplos.

Biografia do Autor

  • Graziele Lopes Nunes, Universidade Federal Rural de Pernambuco
    Formada em engenharia florestal pela Universidade Federal do Piauí e mestranda no programa de ciências florestais pela Universidade Federal Rural de Pernambuco.

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Publicado

2019-10-15

Edição

Seção

Original Articles / Artigos de Pesquisa